Segunda fase da CPI da Covid mira na aquisição de vacinas

Segunda fase da CPI da Covid mira na aquisição de vacinas

Desde o seu início, a CPI da Pandemia tem desgastado a imagem do governo ao explorar ações e omissões que contribuíram para o atraso na vacinação da população e para a morte de 520 000 pessoas pela Covid-19. Controlada por senadores oposicionistas e independentes, a comissão colheu depoimentos e documentos que revelaram o desinteresse pela compra do imunizante da Pfizer, a aposta em medicamentos de ineficácia comprovada contra o novo coronavírus e a existência de um gabinete paralelo que, em linha com o negacionismo do presidente da República, estimulou Jair Bolsonaro a pregar contra a vacina, o distanciamento social e toda sorte de recomendações sanitárias lastreadas na ciência.

Apesar de esses achados terem ajudado a turbinar a reprovação ao governo e a reduzir as intenções de voto no presidente, até parlamentares da oposição admitem que não foi encontrado ainda algo capaz de decretar o fim político da gestão Bolsonaro. Falta, como eles dizem, a evidência da corrupção — de que pessoas próximas ou ligadas ao ex-capitão lucraram com as decisões tomadas durante a pandemia.

Com o objetivo de suprir essa lacuna, a cúpula da CPI da Pandemia decidiu investir numa investigação específica sobre o filho mais velho do presidente, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). A nova frente de trabalho é comandada pelo relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-­AL), e conta com uma equipe restrita, que já esquadrinha uma rede de conexões do Zero Um. 

 

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