No Debate: Médico e cientista brasileiro atuando na Alemanha no combate ao COVID-19 fala do agravamento da pandemia e das medidas adotadas

No Debate: Médico e cientista brasileiro atuando na Alemanha no combate ao COVID-19 fala do agravamento da pandemia e das medidas adotadas

Em entrevista concedida nesta sexta-feira (8), ao Programa Debate sem Censura, na Rádio Sanhauá direto de Hannover, na Alemanha, o médico brasileiro Dr. Marcos de Sousa falou da sua preocupação com a pandemia do coronavírus em todo o mundo e de forma especial fez uma avaliação da situação aqui no Brasil que dentre outras questões, para o cientista, se o isolamento social e as demais medidas adotadas pelos organismos internacionais de saúde não forem cumpridas, o país corre sérios riscos de um colapso total.

Para o especialista, o grande problema do Brasil está relacionado à falta de testagem do tipo PCR que considera ideal para este momento no país,  para se ter uma amostra da população infectada, e sem os números, não tem como se ter um prognóstico e nenhuma perspectiva de controle da situação.

Sobre influencias climáticas, o Dr. Marcos descartou qualquer comprovação cientifica que faça associação para dizer se um país ou região terá em grau maior ou menor de contágio da doença.

O médico exaltou que o Brasil não tem condições de prevê inicio, meio e fim do pico da pandemia por falta de números suficientes e desta forma os gestores ficam sem dados para efetivarem as ações de isolamento, lockdown e outras medidas de controle.

Perguntado sobre declarações do ex-ministro e médico Osmar Terra de que a pandemia acabaria no mês de junho, Dr. Marcos disse ser impossível apontar datas para o fim exatamente pela falta de testagem e não se ter com precisão dados do inicio de contagio aqui no Brasil e é o que acontece em quase todo o mundo.

Sobre a cloroquina, o Dr. Marcos falou que se o remédio fosse à solução, o mundo inteiro estaria usando e seria o fim, mas exaltou a inteligência do povo brasileiro para não absolver os que pregam o medicamento como solução quando não há nenhum cunho científico e que só faz tentar ludibriar a população e voltou a afirmar que o vírus ainda não tem remédio adequado, tudo ainda está em teste e que cientistas estão 24h em constantes estudos tanto para tratamento como vacina (prevenção), de combate ao coronavírus e destacou a eficácia das campanhas de vacinação no Brasil.

O médico fez um comparativo de como a Alemanha atuou e vem atuando no combate ao Coronavírus e destacou a forma como a chanceler Angela Merkel enfrentou o inicio da doença, através de pronunciamento a toda nação, fato que não acontecia desde a segunda guerra mundial e expôs o problema, anunciou as medidas e investiu inicialmente nos testes e a população em sua maioria absolveu e adotou as medidas de acordo com o que pedia as autoridades de saúde e isso fez toda a diferença.

Em sua fala final, Dr. Marcos destacou que como toda Europa, existiu e existem os danos econômicos, sociais, mas que o importante era manter o controle da doença com prioridade e que isso é o que vem sendo feito no mundo inteiro e é o caminho que o Brasil deveria está percorrendo.

Dr. Marcos de Sousa é Médico cardiologista, Mestre em Ciências Médicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, MBA como executivo em saúde pública pela Fundação Getúlio Vargas – RJ, Pesquisador na Universidade de Rostock na Alemanha, Ex- secretário municipal de saúde do estado do RJ, Ex-diretor de hospital público no Rio de Janeiro e atualmente trabalha no combate ao COVID-19 em pacientes com doenças cardíacas na Alemanha.

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