'Não tem conversa de fechar nada', diz Bolsonaro após ir a ato antidemocrático

'Não tem conversa de fechar nada', diz Bolsonaro após ir a ato antidemocrático

Um dia após discursar em um protesto que pedia intervenção militar, o fechamento do Congresso e do STF (Supremo Tribunal Federal), além de referências ao AI-5, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse à imprensa que quer o Supremo e o Legislativo abertos. 

"Não tem essa conversa de fechar nada. Dá licença aí. Aqui é democracia. Aqui é respeito à Constituição Brasileira", disse Bolsonaro. "Supremo aberto, transparente. Congresso aberto, transparente. Nós, o povo, estamos no governo e não vamos aceitar provocações baixas, provocações rasteiras por parte da imprensa que está aqui."

Tudo o que é feito com excesso acaba tendo problemas. Essas medidas restritivas, em alguns estados, foram excessivas e não atingiram seu objetivo. Aproximadamente 70% da população vai ser infectada", afirmou, sem apresentar dados científicos para embasar a declaração.

Bolsonaro ainda disse que irá fazer "a caneta vai funcionar" para todos os ministros que se desviarem. "Todos escolhidos com critérios. [Para] alguns que, porventura, se desviam dos critérios, a caneta vai funcionar", disse. "É para isso que sou presidente, para decidir. Se tiver que demitir qualquer ministro, demito. E não estou ameaçando, longe de ameaça, não tem ameaça da minha parte", acrescentou.

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