Na CPI da Covid: Ernesto Araújo diz que não fez declarações contra a China

Na CPI da Covid: Ernesto Araújo diz que não fez declarações contra a China

O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo presta depoimento à CPI da Covid, nesta terça-feira (18). Os senadores querem explicações sobre os processos de negociação para a compra de vacinas e insumos e devem questionar o ex-ministro sobre eventuais prejuízos causados por declarações dele e do ex-presidente da Comissão de Relações Exteriores Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) contra a China, principal parceiro comercial do Brasil e fornecedor de matéria-prima para a produção dos imunizantes contra a covid-19.

Ernesto e Eduardo propagaram a versão de que o vírus foi produzido por chineses com objetivos econômicos. O diplomata pediu demissão em 29 de março após forte pressão do Congresso. Deputados e senadores acusaram o então ministro de isolar o Brasil no cenário internacional e prejudicar a obtenção de doses de vacina contra a covid-19. Ernesto sempre se alinhou à política de Donald Trump, rompida com a posse do novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. O ex-ministro é seguidor das ideias do escritor Olavo de Carvalho, considerado principal "ideólogo" do bolsonarismo.

Os membros da CPI também devem votar nesta terça requerimentos de convocação de autoridades como o coronel Antônio Elcio Franco Filho, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, e o presidente do Plenário da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), Hélio Angotti Neto. Deve ser analisado, ainda, pedido de quebra de sigilo de empresas ligadas ao ex-secretário de Comunicação do governo Fabio Wajngarten, que foi ouvido pela CPI na  semana passada. Os senadores vão ouvir amanhã o depoimento do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, considerado o mais aguardado até o momento.

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