MP diz que 'organização criminosa' em gabinete de Flávio Bolsonaro tinha 'clara divisão de tarefas'

MP diz que 'organização criminosa' em gabinete de Flávio Bolsonaro tinha 'clara divisão de tarefas'

 

RIO DE JANEIRO

MP diz que 'organização criminosa' em gabinete de Flávio Bolsonaro tinha 'clara divisão de tarefas'

Promotoria afirma que grupo atuou desde 2007 para desviar recursos públicos e que Queiroz tentou 'assumir sozinho' e 'desviar foco' das investigações sobre supostos crimes. Ele e o senador negam irregularidades.

Por Arthur Guimarães, Bom Dia Brasil

16/05/2019 08h23  Atualizado há uma hora


O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) — Foto: Pedro França/Agência SenadoO senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) — Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) — Foto: Pedro França/Agência Senado

Investigação do Ministério Público (MPRJ) sobre Flávio Bolsonaro aponta indícios de que um esquema no gabinete do então deputado estadual pelo Rio tinha “clara divisão de tarefas” para desviar recursos públicos. Promotores afirmam ainda que o ex-motorista Fabrício Queiroz tentou assumir a responsabilidade sozinho “para desviar o foco”.

Tanto Flávio quanto Queiroz negam as irregularidades (veja abaixo).

Nesta quarta-feira (15), a revista “Veja” mostrou detalhes de um relatório do MPRJ sobre indícios de lavagem de dinheiro com imóveis. O relatório foi usado pelo MP para justificar à Justiça o pedido de quebra do sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas relacionadas a Flávio Bolsonaro.

A TV Globo também teve acesso ao documento. De acordo com os investigadores, Flávio investiu R$ 9,4 milhões na compra de 19 salas e apartamentos na Zona Sul e na Barra da Tijuca, no Rio, entre 2010 e 2017.

O mesmo relatório detalha a suposta organização criminosa no mandato do então deputado. O esquema para desviar recursos públicos "era formado, desde o ano de 2007, por dezenas de integrantes do gabinete de Flávio Bolsonaro e outros assessores nomeados por ele na Alerj.

O documento do MP cita três núcleos, com “clara divisão de tarefas” no que seria um crime de peculato - apropriação, por funcionário público, de bens alheios -, além de lavagem de dinheiro.

O primeiro núcleo nomeava pessoas para ocupar cargos em comissão na Alerj em troca do repasse de parte dos seus salários, prática conhecida como “rachadinha”;

  1. O segundo recolhia e distribuía os recursos públicos desviados do orçamento da Alerj, “cuja destinação original deveria ser a remuneração dos cargos";
  2. E o terceiro seria formado “pelos assessores que concordaram em ser nomeados sob compromisso de repassar mensalmente parte de seus salários”.

Fonte: G1

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