Hospital das Clínicas de São Paulo vai usar inteligência artificial para analisar pulmão de doente com Coronavírus

Hospital das Clínicas de São Paulo vai usar inteligência artificial para analisar pulmão de doente com Coronavírus

Hospital das Clínicas (HC) está liderando uma iniciativa para usar inteligência artificial (IA) na detecção de casos de novo coronavírus. Batizado de RadVid19, o projeto está construindo um banco de imagens de tomografia e exames de raio-x de pulmões de pacientes com casos confirmados e suspeitos de covid-19. Com a ferramenta em mãos, médicos de diferentes partes do Brasil poderão ter auxílio no diagnóstico da doença, algo crucial no atual contexto de falta de exames específicos para o novo vírus. 

O RadVid19 tem duas etapas paralelas. Uma delas é emergencial e visa colocar nas mãos de médicos brasileiros, da maneira mais rápida possível, uma ferramenta de detecção da doença. Assim, o projeto vai disponibilizar um algoritmo criado pela chinesa Huawei, uma das empresas parceiras do projeto.

O algoritmo foi criado e testado na China com mais de mil imagens de pacientes infectados pelo coronavírus – quando o paciente chega ao hospital com sintomas respiratórios, o índice de acerto da IA é de acima de 90%. O número, porém, cai para cerca de 50% quando não há sinais de problema na respiração, como falta de ar.  

“Esse algoritmo permite que radiologistas tenham mais rapidez e precisão. Além disso, permite que radiologistas menos experientes possam fazer o mesmo diagnóstico que profissionais mais experientes”, explica ao Estado Giovanni Cerri, presidente do InovaHC, braço de inovação do HC, e presidente do Conselho Diretor do Instituto de Radiologia.

O análise de imagens para diagnóstico é uma das áreas mais promissoras da IA em saúde. A partir de milhares de exemplos, a IA consegue detectar padrões e fazer estimativas sobre quando há ocorrências de doenças. No mundo, existem diferentes pesquisas com IA para detectar diferentes tipos de câncer, doenças cardíacas e até mesmo problemas nos olhos. 

Fonte: Com informações do Estadão

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